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O Paraná participa com 84% da produção nacional de casulos de bicho-da-seda, uma atividade desenvolvida em pequenas propriedades rurais, com área média de 2,5 ha e predominância do trabalho familiar, representando uma alternativa importante para a melhoria da renda dessas famílias. A sericicultura contribui significativamente para a redução do êxodo rural, pois gera um emprego para cada hectare plantado com amoreira, cujas folhas são o único alimento do bicho-da-seda. São necessários 300 hectares de soja para gerar um único emprego no campo.

A sericicultura paranaense é desenvolvida em 161 municípios. Dados da safra de 2017 informam que o Paraná conta com 1.867 famílias de sericicultores, que cultivam uma área de 3.969 hectares de amoreiras. As 2.466 toneladas de casulos produzidos na safra de 2016/2017 geraram um Valor Bruto do Produto (VBP) de R$ 42.877.303, segundo o Relatório Takii/2017 da SEAB-PR.

Apenas como referência, caso somente 10% desta produção seja destinada à produção de lenços e cachecóis de seda, comercializados na região sob a etiqueta do Vale da Seda, o VBP destes dois artigos seria superior a R$ 86.000.000,00, ou o equivalente ao dobro da receita gerada por toda a venda de casulos de bicho-da-seda in natura.

No Paraná nenhuma outra região produz mais casulo de bicho-da-seda do que a região delimitada pela bacia hidrográfica do Rio Pirapó, que envolve 29 municípios no noroeste do Paraná e constitui o Vale da SEda, região que mais produz casulo de bicho-da-seda em todo o Ocidente. No Vale da Seda os municípios apresentam uma área média plantada com amoreiras que é o dobro da área média observada nas demais regiões do Paraná.