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O Paraná participa com 92% da produção nacional de casulos de bicho-da-seda, uma atividade desenvolvida em pequenas propriedades rurais, com área média de 2,5 ha e predominância do trabalho familiar, representando uma alternativa importante para a melhoria da renda dessas famílias. A sericicultura contribui significativamente para a redução do êxodo rural, pois gera um emprego para cada hectare plantado com amoreira, cujas folhas são o único alimento do bicho-da-seda. São necessários 300 hectares de soja para gerar um único emprego no campo.

A sericicultura paranaense é desenvolvida em 191 municípios. Dados da safra de 2012 informam que o Paraná conta com 2.240 famílias de sericicultores, que cultivam uma área de 5.750 hectares de amoreiras. As 2.445 toneladas de casulos produzidos na safra de 2012 geraram um Valor Bruto do Produto (VBP) de R$ 27.604.000,00, segundo o Relatório Takii/2012 da SEAB-PR.

Apenas como referência, caso somente 10% desta produção seja destinada à produção de lenços e cachecóis de seda, comercializados na região sob a etiqueta do Vale da Seda, o VBP destes dois artigos seria superior a R$ 71.000.000,00, ou o equivalente a mais do que o dobro da receita gerada por toda a venda de casulos de bicho-da-seda in natura.

No Paraná nenhuma outra região produz mais casulo de bicho-da-seda do que a região delimitada pela bacia hidrográfica do Rio Pirapó, que envolve 29 municípios no noroeste do Paraná e constitui o Vale da Seda, região que mais produz casulo de bicho-da-seda em todo o Ocidente. No Vale da Seda os municípios apresentam uma área média plantada com amoreiras que é o dobro da área média observada nas demais regiões do Paraná.